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segunda-feira, setembro 17, 2012

          As Orações Subordinadas



01) ESPCEX - No período: “... no fundo eu não estava triste com a viagem de meu pai, era a primeira vez que ele ia ficar longe de nós por algum tempo ...”, a oração sublinhada é:

a) subordinada substantiva predicativa;
b) subordinada adjetiva restritiva;
c) subordinada adverbial de lugar;
d) subordinada substantiva subjetiva.

02) ESFAO - Somando os números correspondentes às orações corretas quanto à classificação das mesmas, você encontrará a resposta da questão.

“Garantiram-me que, depois de preenchido o formulário, que me enviaram pelo correio na segundafeira sem falta e pagar a minha taxa de inscrição, eu seria atendido em menos de quarenta e oito horas.” (F. Sabino)

(02) 1º oração: principal;
(08) 2º oração: subordinada substantiva objetiva direta;
(14) 3º oração: subordinada substantiva objetiva direta;
(20) 4º oração: subordinada adjetiva restritiva;
(26) 5º oração: coordenada sindética aditiva em relação à 3º e subordinada adverbial temporal em relação à 1ª.

a) 24
b) 36
c) 48
d) 56
e) 70

03) AFA - Em que alternativa, a oração subordinada não é da mesma natureza da que existe em “Quero que vocês escrevam uma composição”?

a) “E anunciou que não nos faria cantar.”
b) “Esperava um irmão que vinha buscá-la.”
c) “Vamos fazer de conta que estamos na aula de Português.”
d) “Circulava a história de que ela dormia no sótão do colégio.”

04) EFOMM - Assinale o par de orações grifadas cuja classificação está trocada:

a) Vi onde ela estuda. (subordinada substantiva objetiva direta)
É sabido onde ela estuda. (subordinada substantiva subjetiva)

b) Não chores, porque amanhã será um novo dia. (coordenada sindética explicativa)
Não chores porque erraste o problema. (subordinada adverbial causal)

c) Descobriu-se por quem o carro foi consertado. (subordinada adjetiva restritiva)
Descobriu-se a pessoa por quem o carro foi consertado. (subordinada substantiva subjetiva)

d) “Quando você foi embora, Fez-se noite em meu viver (...)” (subordinada adverbial temporal)
Perguntei ao professor quando faríamos a prova. (subordinada substantiva objetiva direta)

e) “Estêvão ficou ainda algum tempo encostado à cerca na esperança de que ela olhasse (...)”
(subordinada substantiva completiva nominal)

“A ambição e o egoísmo se opõem a que a paz reine sobre a Terra.” (subordinada substantiva objetiva indireta)

05) Colégio Naval

Vamos até a Matriz de Antônio Dias
onde repousa, pó sem esperança, pó sem lembrança, o Aleijadinho.

Vamos subindo em procissão a lenta ladeira.
Padres e anjos, santos e bispos nos acompanham
e tornam mais rica, tornam mais grave a romaria de assombração.
Mas já não há fantasmas no dia claro,
tudo é tão simples,
tudo tão nu,
as cores e cheiros do presente são tão fortes e tão urgentes
que nem se percebem catingas e rouges, boduns e ouros do século 18.
(O vôo sobre as igrejas, Carlos Drumond de Andrade)

O “que” do verso 10 apresenta o valor semântico de:

a) explicação;
b) condição;
c) conformidade;
d) conseqüência;
e) lugar.

06) Colégio Naval - No trecho: “Todos diziam que ela era orgulhosa, mas afinal descobri que não”, a última oração se classifica como:

a) coordenada sindética adversativa;
b) principal;
c) subordinada substantiva objetiva direta;
d) subordinada adverbial comparativa;
e) subordinada substantiva subjetiva.

07) AFA

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
- Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte,

As orações “Desafia o nosso peito a própria morte”, “que um filho teu não foge à luta” e “quem te adora” classificam-se, respectivamente, como:
a) principal, subordinada substantiva subjetiva, subordinada adjetiva restritiva;
b) principal, subordinada adverbial temporal, subordinada substantiva objetiva direta;
c) principal, subordinada substantiva objetiva direta, subordinada substantiva subjetiva;
d) coordenada assindética, subordinada substantiva objetiva direta, subordinada substantiva
apositiva.

08) EPCAR - Marque a alternativa que contém oração subordinada substantiva completiva nominal.
a) “Como fazem os pelintras de hoje para não molhar os pés nos dias de chuva?”
b) “Veio-me a desagradável impressão de que todo mundo reparava nas minhas galochas.”
c) “Um dia as galochas me serão úteis, quando eu for suficientemente velho para merecê-las.”
d) “No restaurante, onde entrei arrastando os cascos como um dromedário, resolvime ver livre das galochas.”
e) “No centro da cidade um sol radioso varava as nuvens e caía sobre a rua, enchendo tudo de luz, fazendo evaporar as últimas poças de água que ainda pudessem justificar minhas galochas.”

09) EFOMM - Assinale o único exemplo em que não ocorre oração subordinada substantiva subjetiva:

a) “Cansativo que seja, urge atravessarmos o campo que banha o Rio Negro antes de anoitecer.”
b) “Todo escritor que surge reage contra os mais velhos, mesmo que o não perceba, e ainda que os admire.”
c) “Dormiram naquilo, tinham-se acostumado, mas seria mais agradável dormirem numa cama de lastro de couro.”
d) “É preciso que o pecador reconheça ao menos isto: que a Moral católica está certa e é
irrepreensível.”
e) “Sobre a multiplicidade informe e confusa dos bens da matéria é mister que paire a força
ordenadora do espírito.”

10) Colégio Naval - Somos uma pequena parte do elo, o miolo de envoltórios descomunais que
desconhecemos, arrogantes embora, na suposição de que é conosco que Deus se preocupa.
A última oração do texto deve ser classificada como subordinada:

a) adverbial concessiva;
b) substantiva completiva nominal;
c) adjetiva restritiva;
d) substantiva predicativa;
e) substantiva subjetiva.

11) ESFAO - Em “Dentro dela se abrigava a multidão de bárbaros e de estranhos ali recebidos com brandura e carinho” e “Tudo o que era natureza tinha o aspecto sinistro, trágico, desolador (...)”, temos, respectivamente:

a) uma oração com sujeito simples; / duas orações com sujeito representado por pronomes
(respectivamente, demonstrativo e relativo);
b) duas orações, uma com sujeito claro, outra, oculto; / duas orações, tendo a primeira o sujeito
simples representado por pronome relativo, a segunda, por um substantivo;
c) uma oração com sujeito composto cujos núcleos são bárbaros e estranhos; / duas orações,
estando a subordinada com sujeito oculto;
d) uma oração com sujeito simples; / uma oração com sujeito representado por pronome indefinido;
e) uma oração com sujeito pronominal; / uma oração com sujeito oracional.

12) EFOMM - “Não sei de onde te conheço.” A classificação correta da oração grifada está na opção:

a) substantiva predicativa;
b) adjetiva restritiva;
c) substantiva subjetiva;
d) substantiva objetiva indireta;
e) substantiva objetiva direta.

13) EPCAR

Quando uma nuvem nômade destila
gotas, roçando a crista azul da serra,
umas brincam na relva, outras tranqüilas,
serenamente entranham-se na terra.

E a gente fala da gotinha que erra
de folha em folha e, trêmula, cintila,
mas nem se lembra da que o solo encerra,
de que ficou no coração da argila!

Quanta gente, que zomba do desgosto
mudo, da angústia que não molha o rosto
e que não tomba, em gotas, pelo chão
havia de chorar, se adivinhasse
que há lágrimas que correm pela face
e outras que rolam pelo coração!

(Guilherme de Almeida)

Entre as alternativas abaixo, a única correta é:

a) não há oração adverbial no texto em apreço;
b) há menos de quatro orações adjetivas no soneto;
c) há oração substantiva sem sujeito;
d) na oração “que há lágrimas”, o que não é integrante;
e) não há pronome demonstrativo no referido texto.

14) CESGRANRIO - “Hoje, a dependência operacional está reduzida, uma vez que o Brasil adquiriu auto-suficiência na produção de bens como papel-imprensa (...)” A oração grifada no período acima tem valor:

a) condicional;
b) conclusivo;
c) concessivo;
d) conformativo;
e) causal.
15) Colégio Naval

“No entanto parece que os freqüentadores deste cinema
Estão perfeitamente deslembrados de que terão de morrer
- Porque em toda sala escura há um grande ritmo de esquecimento e equilíbrio.”

A última oração do poema tem valor:

a) subordinativo, revelando uma idéia de causa;
b) coordenativo, traduzindo uma idéia de explicação;
c) subordinativo, denotando conclusão;
d) coordenativo, traduzindo uma idéia de tempo;
e) subordinativo, revelando uma idéia de conseqüência.

16) UNIRIO - Assinale o item em que há uma oração adjetiva.

a) Perdão, por Deus, perdão - respondeu o pombo.
b) A pombinha, que era branca sem exagero, arrulhava, humilhada e ofendida com o atraso.
c) Perdeste a noção do tempo?
d) A tarde era tão bonita que eu tinha de vir andando.
e) O pombo caminhava pelo beiral mais alto, do outro lado. Um pouco além, gritavam as gaivotas.

17) Colégio Naval

Nada sei, afinal, da tua aparência no tempo, a não ser o que me contavam em casa, desde menino: que eras ruivo como eu, que vieste em vinte e quatro, com os primeiros colonos, e abandonaste logo a tua pobre lavoura, encravada nos matos de Sapucaia, para alistar-te entre os Farroupilhas.

Pudesse eu, armado de vidência, acompanhar-te o passo, Maria Klinger; ver claramente vistas as tuas andanças de colona; como venceste as veredas e picadas; como tomaste o caminho que ia dar nos arredores da cidade; como paraste, cansada, à sombra das árvores, ou foste pedir, na tua língua de trapos, um pouco de água para a tua sede (...)

Assinale o único item que não apresenta uma oração subordinada substantiva objetiva direta.

a) “(...) a não ser o que me contavam em casa (...)”
b) “(...) que eras ruivo como eu.”
c) “(...) e abandonaste logo a tua pobre lavoura (...)”
d) “(...) como venceste as veredas e picadas (...)”
e) “(...) ou foste pedir (...) um pouco de água para a tua sede”

18) PUC - “É preciso (I) levar tudo isso em conta (II) quando se analisa o (III)que está ocorrendo em nossos dias.” A classificação das orações subordinadas sublinhadas é, respectivamente:

a) adjetiva (I), adverbial (II), substantiva (III);
b) substantiva (I), adjetiva (II), substantiva (III);
c) adverbial (I), substantiva (II), adjetiva (III);
d) substantiva (I), adverbial (II), adjetiva (III);
e) adverbial (I), adverbial (II), substantiva (III).

19) ESPCEX - Marque a alternativa que indica a correta classificação das orações sublinhadas, segundo a ordem em que estas aparecem nas frases abaixo:

1) Robertinho, com ser inteligente, não foi aprovado no concurso.
2) Não é permitido transitar por esta rua.
3) Chocou-nos o seu modo áspero de falar, embora não tivesse o propósito de ofender a pessoa alguma.

a) subordinada substantiva apositiva, subordinada substantiva completiva nominal, subordinada adjetiva;
b) subordinada adverbial conformativa, subordinada substantiva predicativa, subordinada
completiva nominal;
c) subordinada adverbial concessiva, subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva completiva nominal;
d) subordinada substantiva apositiva, subordinada substantiva subjetiva, subordinada adjetiva.
Resposta: __________

20) Colégio Naval - No período: “Quando o rei Herodes mandou decapitar crianças, eu o levei na fuga para o Egito”, as orações classificam-se, respectivamente:

a) subordinada adverbial temporal / subordinada substantiva objetiva direta / principal;
b) subordinada adverbial temporal / principal;
c) principal / substantiva objetiva direta / coordenada assindética;
d) coordenada sindética conclusiva / coordenada assindética;
e) subordinada adverbial proporcional / principal.

21) UNIRIO - Em “Entende-se bem que D. Tonica observasse a contemplação dos dois”. à oração principal segue-se uma oração subordinada:

a) substantiva subjetiva;
b) substantiva objetiva direta;
c) adjetiva restritiva;
d) adverbial causal;
e) adverbial concessiva.

22) ESFAO - Que oração subordinada substantiva em destaque é completiva nominal:

1) desejo que um dia me restitua uma parte de sua estima.
2) habituei-me a considerar a riqueza primeira força.
3) pensando que os poderia refazer mais tarde.
4) e os exemplos ensinavam-me que o casamento era meio legítimo.
5) o casamento era meio legítimo de adquiri-la.

23) EFOMM - Marque a classificação correta das orações destacadas no período: “Ao analisar o desempenho da economia brasileira, os empresários afirmaram que a produção e o lucro eram bastante razoáveis.”

a) subordinada adverbial temporal - subordinada substantiva objetiva direta;
b) principal - subordinada substantiva completiva nominal;
c) subordinada adverbial temporal - subordinada adjetiva restritiva;
d) principal - subordinada adverbial final;
e) subordinada adverbial condicional - subordinada substantiva subjetiva.

24) Colégio Naval - Marque a alternativa em que a oração destacada não se encontra corretamente classificada.

a) “Parece que eu não acreditava na história” - oração subordinada substantiva subjetiva;
b) “(...) torcíamos para ele subir mais” - oração subordinada adverbial final;
c) “Lembro-me (...) desse jardim que não existe mais.” - oração subordinada adjetiva restritiva;
d) “Lá fora, uma galinha cacareja, como antigamente.” - oração subordinada adverbial
comparativa;
e) “Diziam que São Pedro estava arrastando os móveis” - oração subordinada substantiva subjetiva.

25) UNIRIO - No período “Ah, arrulhou de repente a pomba, quando distinguiu, indignada, o pombo que chegava (...)”, as duas orações subordinadas são respectivamente:

a) adjetiva e adverbial temporal;
b) substantiva predicativa e adjetiva;
c) adverbial temporal e adverbial temporal;
d) adverbial temporal e adverbial consecutiva;
e) adverbial temporal e adjetiva.

26) EFOMM - Assinale a opção em que uma oração subordinada destoa das demais:

a) Nunca souberam como ele morreu.
b) É proibido falar ao motorista.
c) Diz-se que amor com amor se paga.
d) Nunca se sabe quando ele fala sério.
e) Importa apenas que os dois se respeitem.

27) UFRRJ - “Tal era a fúria dos ventos, que as copas das árvores beijavam o chão.” Neste período, a oração subordinada é adverbial:

a) concessiva;
b) condicional;
c) consecutiva;
d) proporcional;
e) final.

28) EFOMM - “Depois que o velho morresse, não teria mais graça saltar o muro para roubar fruta na sua horta.” As duas últimas orações do período são, respectivamente:

a) subordinada substantiva subjetiva / subordinada substantiva completiva nominal;
b) subordinada substantiva objetiva direta / subordinada adverbial final;
c) subordinada substantiva objetiva indireta / subordinada substantiva completiva nominal;
d) subordinada substantiva subjetiva / subordinada adverbial final;
e) subordinada substantiva predicativa / subordinada completiva nominal.

29) CESGRANRIO - Assinale a classificação correta da oração sublinhada:

“Caíra no fim do pátio, debaixo de um juazeiro, depois tomara conta da casa deserta.”

a) subordinada adverbial temporal;
b) subordinada adverbial proporcional;
c) subordinada adverbial consecutiva;
d) coordenada sindética conclusiva;
e) coordenada assindética.

30) Colégio Naval - No período: “E era uma tal multidão de astros a tremeluzir que, juro, às vezes, tinha a impressão de ouvir o burburinho infantil de suas vozes.”, o vocábulo sublinhado introduz uma oração:

a) subordinada adjetiva explicativa;
b) subordinada adverbial causal;
c) subordinada substantiva objetiva direta;
d) subordinada adverbial consecutiva;
e) subordinada adverbial concessiva.

31) PUC - “quando eu quiser sei onde achá-lo”. As orações sublinhadas são classificadas, respectivamente, como:
I
a) adverbial / adjetiva;
b) adverbial / adverbial;
c) adverbial / substantiva;
d) adjetiva / substantiva;
e) principal / adverbial.

32) EFOMM - Todas as orações estão analisadas corretamente, exceto:

a) Sem que me ajudasses, nada poderia fazer. (sub. adverbial condicional)
b) Os empregados estavam esgotados de modo que se retiraram imediatamente.
(sub. adv.consecutiva)
c) Admira-me que não tenhas podido chegar a tempo. (sub. substantiva subjetiva)
d) “Plante, que o João garante.” (coordenada sindética explicativa)
e) Fazia um calor de fritar ovos no chão. (sub. substantiva completiva nominal)

33) ESFAO - Marque a opção correta:

Comparando-se as duas falas de Esopo:

1º “Com a língua se ensina, se persuade ... se afirma.”
2º “É a língua que mente, que esconde ... que corrompe.”

Verifica-se na estruturação a seguinte característica:

a) apenas períodos compostos por subordinação;
b) na primeira, um período composto por coordenação; na segunda, um período composto por
subordinação;
c) orações sem sujeitos, pois todos os verbos são impessoais;
d) identidade sintática, mas oposição semântica;
e) semelhança semântica, sintática e morfológica.

34) Colégio Naval

“Sai, afastando-me dos grupos, e fingido ler os epitáfios. E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoísmo que induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao menos da sombra que passou. Daí vem, talvez, a tristeza inconsolável dos que sabem os seus mortos na vala comum; parece-lhes que a podridão anônima os alcança a eles mesmos.”
(Quincas Borba - M. de Assis)

“(...) que a podridão anônima os alcança a eles mesmos.”uma oração:

a) adjetiva restritiva;
b) adjetiva explicativa;
c) adverbial condicional;
d) substantiva subjetiva;
e) substantiva objetiva direta.

35) UNIRIO - “(...) fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular queme vexa imprimi-lo, mas vá lá.” O vocábulo sublinhado introduz oração que denota:

a) tempo;
b) causa;
c) condição;
d) comparação;
e) conseqüência.

GABARITO

01) D // 02) D //03) B //04) C //05) D //06) C //07) C //08) B //09) B //10) B //
11) A //12) E //13) C //14) E //15) A //16) B //17) A //18) D //19) C //20) A //21) A 22) 5 //23) A //24) E //25) E //26) A //27) C //28) D //29) E //30) D //31) C //
32) E //33) B //34) D //35) E

                                                   That´s it!!





Figuras e funções da linguagem
As figurasguras e funções da linguagem nos ajuda bastante a entender, por exemplo, as obras literárias e contribui bastante na interpretação de textos. Os exercícios aqui postados foram usados em vestibulares e concursos públicos.


1) (Santa Casa) - Elipse é uma das figuras de sintaxe mais usadas e pode ser definida como sendo "a omissão, espontânea ou voluntária, de termos que o contexto ou a situação permitem facilmente suprir".
De acordo com a definição, há um bom exemplo de elipse em:
 
a) "Entre cá dentro, berrou o guarda."
b) "O balão desceu cá para baixo."
c) "Lá fora, umidade; tinha garoado muito."
d) "Eu, parece-me que tenho uma fome danada."
e) "Do bar lançou-me para a sarjeta."

2) (7594 Fei) - Assinalar a alternativa que contém as figuras de linguagem correspondentes aos períodos a seguir:
I. "Está provado, quem espera nunca alcança".
II. "Onde queres o lobo sou o irmão".
III. Ele foi discriminado por sofrer de uma doença contagiosa muito falada atualmente.
IV. Ela quase morreu de tanto estudar para o vestibular.
 
a) ironia - antítese - eufemismo - hipérbole
b) eufemismo - ironia - hipérbole - antítese
c) antítese - hipérbole - ironia - eufemismo
d) hipérbole - eufemismo - antítese - ironia
e) ironia - hipérbole - eufemismo - antítese

3) (15826 Fuvest) - A CATACRESE, figura que se observa na frase "Montou a cavalo no burro bravo", ocorre em:
a) Os tempos mudaram, no devagar depressa do tempo.
b) Última flor do Lácio, inculta e bela, és a um tempo esplendor e sepultura.
c) Apressadamente, todos embarcaram no trem.
d) Ó mar salgado, quanto do teu sal
são lágrimas de Portugal.
e) Amanheceu, a luz tem cheiro.

4) (Un. Fe. Uberlândia) - Cada frase abaixo possui uma figura de linguagem. Assinale aquela que não está classificada corretamente:
a) O céu vai se tornando roxo e a cidade aos poucos agoniza. (prosopopéia)
b) "E ele riu frouxamente um riso sem alegria". (pleonasmo)
c) Peço-lhe mil desculpas pelo que aconteceu. (metáfora)
d) "Toda vida se tece de mil mortes." (antítese)
e) Ele entregou hoje a alma a Deus. (eufemismo).

5) (Aman) - Há uma evidente onomatopéia em:
a) "Os dois bois tafulham as munhecas, com cloques sonoros."
b) "E Soronho ri, com estrépito e satisfação."
c) "... um tremembé atapeado de alvas florinhas de bem-casados e de longos botões fusiformes de lírios."
d) "Vam'bora, lerdeza! Tu é bobo o mole; tu é boi?!..."
e) "De éis, Buscapé, e depois Namorado, acabaram."

6) (Fac.Met.Piracicaba) - Na frase: "A mocidade é um noivado" ocorre a figura chamada:
a) metáfora
b) anacoluto
c) elipse
d) silepse de gênero
e) zeugma

7) (PUC) - Na frase: "... às paixões que se calem...", ocorre a figura chamada:
a) anacoluto
b) polissíndeto
c) silepse de número
d) onomatopéia
e) prosopopéia

8) (Fuvest) - A figura resultante de uma translação de sentido pela suavização da idéia recebe o nome de:
a) eufemismo
b) catáfora
c) ícone
d) anáfora
e) pleonasmo

9) (Aman) - "E brinquei, e dancei e fui vestido de rei..."
Na frase acima, há:
a) hipérbole
b) polissíndeto
c) zeugma
d) elipse
e) catacrese
 
10) (Fac.Met.Piracicaba) - "... e até o número de casa e do telefone serão esquecidos, e toda essa gente e todas essas coisas se apagarão em lembranças remotas." Aparece neste segmento uma figura classificada como:
a) polissíndeto
b) assonância
c) concatenação
d) aliteração
e) trocadilho

11) (Santa Casa) - Qual a figura de linguagem dos seguintes versos?
"Ignara voz, qual se da antiga lira
Fosse a encantada música das cordas
Qual se essa voz de Anacreonte fosse."
 
a) comparação
b) hipérbole
c) pleonasmo
d) antonomásia
e) polissíndeto

12) (UF de Viçosa) - Assinale a figura de linguagem encontrada em:
"Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor."
 
a) perífrase
b) silepse
c) catacrese
d) prosopopéia
e) sinédoque

13) (Barbacena) - Em “Respondeu um silêncio cheio de surpresa” há duas figuras:
a) catacrese e sinédoque
b) metonímia e catacrese
c) antítese e animismo
d) eufemismo e epíteto
e) antonomásia e comparação

14) (Fac.Met.Piracicaba) - "Pois até nisso a pequena rua fechada o seu círculo de rotina e burocracia em volta de mim." Que figura aparece aí?
a) prosopopéia
b) apóstrofe
c) perífrase
d) hipérbole
e) eufemismo

15) (Fau - Santos) - Nos versos:
“Bomba atômica que aterra
Pomba atômica da paz
Pomba tonta, bomba atômica...”
A repetição de determinados elementos fônicos é um recurso estilístico denominado:

a) hiperbibasmo
b) sinédoque
c) metonímia
d) aliteração
e) metáfora

16) (Fuvest) - Em “Quando a indesejada das gentes chegar”, há:
a) clímax
b) eufemismo
c) sínquise
d) catacrese
e) pleonasmo

17) (FAU-Santos) - Nos versos:
"Bomba atômica que aterra
Pomba atômica da paz
Pomba tonta, bomba atômica..."
A repetição de determinados elementos fônicos é um recurso estilístico denominado:
 
a) hiperbibasmo
b) sinédoque
c) metonímia
d) aliteração
e) metáfora

18) (Mackenzie) - Nos versos abaixo uma figura se ergue graças ao conflito de duas visões antagônicas:
"Saio do hotel com quatro olhos,
- Dois do passado."
Esta figura de linguagem recebe o nome de:
 
a) metonímia
b) antítese
c) hipérbato
d) catacrese
e) hipérbole

19) (UFP) - Em: “... das coisas ásperas, das coisas tristes, das coisas frias...” há um agrupamento de palavras e idéias na mesma ordem, como um recurso estilístico chamado:
a) paralelismo
b) anáfora
c) apóstrofe
d) anástrofe
e) catacrese
 

20) (Belas Artes - SP) - Identifique as figuras nos versos:
"Se lá dos céus vem celeste aviso."
"Eles, o seu único desejo é exterminar-nos."
"Vozes veladas, veludosas vozes."
"O céu, um manto azulado."
 
a) metáfora - catacrese - elipse - zeugma
b) pleonasmo - zeugma - elipse - anacoluto
c) anacoluto - pleonasmo - elipse - zeugma
d) pleonasmo - anacoluto - aliteração - elipse
e) nenhuma das anteriores

21) (Fuvest) - Em: "Quando a indesejada das gentes chegar", há:
a) clímax
b) eufemismo
c) sínquise
d) catacrese
e) pleonasmo

22) (Barbacena) - "O Poeta dos Escravos é uma glória imorredoura da Bahia." O que está grifado é uma figura de estilo especificamente reconhecida como:
a) metonímia
b) antonomásia
c) comparação
d) metáfora
e) catacrese

23) (9084 Mackenzie) - "Ó mar salgado, quanto do teu sal
são lágrimas de Portugal!"
Há, nesses versos, uma convergência de recursos expressivos, que se realizam por meio de:
I - metonímia;
II - pleonasmo;
III - apóstrofe;
IV - personificação.
Quanto às especificações anteriores, diz-se que:
a) todas estão corretas. 
b) nenhuma está correta. 
c) apenas I , II e III estão corretas. 
d) apenas III e IV estão corretas. 
e) apenas I está incorreta.

24) (Colégio Naval) - "... o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema," - Reconhecemos, na frase, a figura:
a) eufemismo
b) animismo
c) metáfora
d) anástrofe
e) catacrese

25) (Univ. Taubaté) - No sintagma: "Uma palavra branca e fria", encontramos a figura denominada:
a) sinestesia
b) eufemismo
c) onomatopéia
d) antonomásia
e) pleonasmo

26) (Mack - Engenharia) - Em: "Moça linda bem cuidada, dois séculos de família, burra como uma porta, um amor" (M. de Andrada), há:
a) paradoxo
b) antítese
c) ironia
d) eufemismo
e) catacrese

27) (Uni. Fed. do Piauí) - Em: "... das coisas ásperas, das coisas tristes, das coisas frias..." há um agrupamento de palavras e idéias na mesma ordem, como um recurso estilístico chamado:
a) paralelismo
b) anáfora
c) apóstrofe
d) anástrofe
e) catacrese

28) (Marília) - Na expressão: "Eles têm poder; nós, dinheiro", a figura de construção empregada é:
a) anástrofe
b) elipse
c) zeugma
d) anacoluto
e) hipérbole

29) (Barbacena) - Em: "Respondeu um silêncio cheio de surpresa", há duas figuras:
a) catacrese e sinédoque
b) metonímia e catacrese
c) antítese e animismo
d) eufemismo e epíteto
e) antonomásia e comparação
 
30) (UF de Pelotas) - "Nem tudo tinham os antigos, nem tudo temos os modernos." (Machado de Assis)
A passagem encerra um exemplo de:
a) anacoluto
b) eufemismo
c) ironia
d) paradoxo
e) silepse

31) (Med - Taubaté) - Nos versos: "Deixa em paz meu coração/que ele é um pote até aqui de mágoa" verifica-se a seguinte figura de linguagem:
a) metonímia
b) metáfora
c) perífrase
d) sinédoque
e) catacrese

32) (Mack - Engenharia) - Em: "Botam a gente comovido como o diabo", ocorre:
a) silepse de gênero
b) silepse de número
c) silepse de pessoa
d) pleonasmo
e) antítese

33) (FMU) - Em: "Ele lê Machado de Assis", há:
a) catacrese
b) perífrase
c) metonímia
d) metáfora
e) inversão

34) (OMEC - Engenharia) - Assinale a figura de linguagem da frase seguinte: "Toda a cidade se alegrou com a sua vinda."
a) perífrase
b) catacrese
c) metonímia
d) sinédoque
e) silepse

35) (Mack - Engenharia) - Assinale a figura: "Em poucos momentos avistávamos a maravilhosa Rio de Janeiro".
a) metáfora
b) silepse de gênero
c) silepse de pessoa
d) silepse de número
e) sinédoque

36) (3621 Fuvest) - A prosopopéia, figura que se observa no verso "Sinto o canto da noite na boca do vento", ocorre em:
a) "A vida é uma ópera e uma grande ópera."
b) "Ao cabo tão bem chamado, por Camões, de Tormentório, os portugueses apelidaram-no de Boa Esperança."
c) "Uma talhada de melancia, com seus alegres caroços."
d) "Oh! eu quero viver, beber perfumes.
Na flor silvestre, que embalsama os ares."
e) "A felicidade é como a pluma..."

37) (7542 Fatec) - "Seus óculos eram imperiosos."
Assinale a alternativa onde aparece a mesma figura de linguagem que há na frase acima:
 
a) "As cidades vinham surgindo na ponte dos nomes."
b) "Nasci na sala do terceiro ano."
c) "O bonde passa cheio de pernas."
d) "O meu amor, paralisado, pula."
e) "Não serei o poeta de um mundo caduco."

38) (11569 Uelondrina) - Assinale a alternativa que encerra uma palavra empregada CONOTATIVAMENTE.
a) Jovem hoje, viria a ter, sem dúvida, uma existência mais tranqüila.
b) Todos dançam, suam, gritam juntos, e experimentam plena satisfação.
c) Pressentimos que estamos vivendo a aurora de um grande momento da História.
d) Os bailes e reuniões sociais eram quase invariavelmente ocasião de frustrações.
e) Todos tremem e aplaudem, ritmicamente, juntos, em franca euforia.

39) (13713 - Mackenzie)
I - O vento vem vindo de longe,a noite se curva de frio.
(Cecília Meireles)
II - Do relâmpago a cabeleira ruiva
Vem açoitar o rosto meu.
(Alphonsus de Guimaraens)
III - A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.
(Monteiro Lobato)
IV - Nunca se afizera ao regime novo - essa indecência de negro igual a branco e qualquer coisinha: a polícia! "Qualquer coisinha": Uma mucama assada no forno porque se engraçou dela o senhor; uma novena de relho porque disse: "Como é ruim, a sinhá"...
(Monteiro Lobato)
Assinale a alternativa que indica corretamente o ponto comum entre os respectivos trechos:
 
a) a metonímia e a prosopopéia - trechos I e II; eufemismo - trechos III e IV.
b) o assíndeto e a metonímia - trechos I e II; eufemismo - trechos III e IV.
c) o assíndeto e a prosopopéia - trechos I e II; hipérbole - trechos III e IV.
d) a inversão e a prosopopéia - trechos I e II; ironia - trechos III e IV.
e) a aliteração e a prosopopéia - trechos I e II; ironia - trechos III e IV.

40) (7574 Fei) - Assinalar a alternativa correta, correspondente às figuras de linguagem, presentes nos fragmentos a seguir:
I. "Não te esqueças daquele amor ardente
que já nos olhos meus tão puro viste."
II. "A moral legisla para o homem; o direito, para o
cidadão."
III. "A maioria concordava nos pontos essenciais; nos pormenores, porém, discordavam."
IV. "Isaac a vinte passos, divisando o vulto de um, pára, ergue a mão em viseira, firma os olhos."
a) anacoluto, hipérbato, hipálage, pleonasmo
b) hipérbato, zeugma, silepse, assíndeto
c) anáfora, polissíndeto, elipse, hipérbato
d) pleonasmo, anacoluto, catacrese, eufemismo
e) hipálage, silepse, polissíndeto, zeugma

GABARITO DOS EXERCÍCIOS DE FIGURAS E FUNÇÕES DA LINGUAGEM

 

1-C, 2-A, 3-C, 4-C, 5-A, 6-A, 7-E, 8-A, 9-B, 10-A, 11-A, 12-D, 13-C, 14-A, 15-D, 16-B, 17-D, 18-B, 19-B, 20-D, 21-B, 22-B, 23-A, 24-E, 25-A, 26-C, 27-B, 28-C, 29-C, 30-E, 31-B, 32-A, 33-C, 34-D, 35-B, 36-C, 37-D, 38-C, 39-E, 40-B

sábado, abril 28, 2012


                             Exercícios de Fixação – Funções da Linguagem

Questões

01. Reconheça nos textos a seguir, as funções da linguagem:

a) "O risco maior que as instituições republicanas hoje correm não é o de se romperem, ou serem rompidas, mas o de não funcionarem e de desmoralizarem de vez, paralisadas pela sem-vergonhice, pelo hábito covarde de acomodação e da complacência. Diante do povo, diante do mundo e diante de nós mesmos, o que é preciso agora é fazer funcionar corajosamente as instituições para lhes devolver a credibilidade desgastada. O que é preciso (e já não há como voltar atrás sem avacalhar e emporcalhar ainda mais o conceito que o Brasil faz de si mesmo) é apurar tudo o que houver a ser apurado, doa a quem doer." (O Estado de São Paulo)

b) O verbo infinitivo
Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar

Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então ouvir
E então sorrir para poder chorar.

E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito

E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito... (Vinícius de Morais)

c) "Para fins de linguagem a humanidade se serve, desde os tempos pré-históricos, de sons a que se dá o nome genérico de voz, determinados pela corrente de ar expelida dos pulmões no fenômeno vital da respiração, quando, de uma ou outra maneira, é modificada no seu trajeto até a parte exterior da boca." (Matoso Câmara Jr.)

d) " - Que coisa, né?
- É. Puxa vida!
- Ora, droga!
- Bolas!
- Que troço!
- Coisa de louco!
- É!"

e) "Fique afinado com seu tempo. Mude para Col. Ultra Lights."

f) "Sentia um medo horrível e ao mesmo tempo desejava que um grito me anunciasse qualquer acontecimento extraordinário. Aquele silêncio, aqueles rumores comuns, espantavam-me. Seria tudo ilusão? Findei a tarefa, ergui-me, desci os degraus e fui espalhar no quintal os fios da gravata. Seria tudo ilusão?... Estava doente, ia piorar, e isto me alegrava. Deitar-me, dormir, o pensamento embaralhar-se longe daquelas porcarias. Senti uma sede horrível... Quis ver-me no espelho. Tive preguiça, fiquei pregado à janela, olhando as pernas dos transeuntes." (Graciliano Ramos)

g) " - Que quer dizer pitosga?
- Pitosga significa míope.
- E o que é míope?
- Míope é o que vê pouco."


02. No texto abaixo, identifique as funções da linguagem:

"Gastei trinta dias para ir do Rossio Grande ao coração de Marcela, não já cavalgando o corcel do cego desejo, mas o asno da paciência, a um tempo manhoso e teimoso. Que, em verdade, há dois meios de granjear a vontade das mulheres: o violento, como o touro da Europa, e o insinuativo, como o cisne de Leda e a chuva de ouro de Dânae, três inventos do padre Zeus, que, por estarem fora de moda, aí ficam trocados no cavalo e no asno." (Machado de Assis)


03. Descubra, nos textos a seguir, as funções de linguagem:

a) "O homem letrado e a criança eletrônica não mais têm linguagem comum." (Rose-Marie Muraro)

b) "O discurso comporta duas partes, pois necessariamente importa indicar o assunto de que se trata, e em seguida a demonstração. (...) A primeira destas operações é a exposição; a segunda, a prova." (Aristóteles)

c) "Amigo Americano é um filme que conta a história de um casal que vive feliz com o seu filho até o dia
em que o marido suspeita estar sofrendo de câncer."

d) "Se um dia você for embora
Ria se teu coração pedir
Chore se teu coração mandar." (Danilo Caymmi & Ana Terra)

e) "Olá, como vai?
Eu vou indo e você, tudo bem?
Tudo bem, eu vou indo em pegar um lugar no futuro e você?
Tudo bem, eu vou indo em busca de um sono tranqüilo..." (Paulinho da Viola)


Texto para as questões 04 e 05

Poética

Que é poesia?
uma ilha
cercada
de palavras
por todos os lados
Que é um poeta?
um homem
que trabalha um poema
com o suor do seu rosto
Um homem
que tem fome
como qualquer outro
homem.

(Cassiano Ricardo)

04. Quais as funções da linguagem predominantes no poema anterior?


05. Aponte os elementos que integram o processo de comunicação em Poética, de Cassiano Ricardo.


07. (CESUPA - CESAM - COPERVES) Segundo o lingüísta Roman Jakobson, "dificilmente lograríamos (...) encontrar mensagens verbais que preenchem uma única função... A estrutura verbal de uma mensagem depende basicamente da função predominante".

"Meu canto de morte
Guerreiros, ouvi.
Sou filho das selvas
Nas selvas cresci.
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante.
Guerreiros, nasci:
Sou bravo, forte,
Sou filho do Norte
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi."
(Gonçalves Dias)

Indique a função predominante no fragmento acima transcrito, justificando a indicação.


08. (PUC - SP)

"Com esta história eu vou me sensibilizar, e bem sei que cada dia é um dia roubado da morte. Eu não sou um intelectual, escrevo com o corpo. E o que escrevo é uma névoa úmida. As palavras são sons transfundidos de sombras que se entrecruzam desiguais, estalactites, renda, música transfigurada de órgão. Mal ouso clamar palavras a essa rede vibrante e rica, mórbida e obscura tendo como contratom o baixo grosso da dor. Alegro com brio. Tentarei tirar ouro do carvão. Sei que estou adiando a história e que brinco de bola sem bola. O fato é um ato? Juro que este livro é feito sem palavras. É uma fotografia muda. Este livro é um silêncio. Este livro é uma pergunta." (Clarice Lispector)

A obra de Clarice Lispector, além de se apresentar introspectiva, marcada pela sondagem de fluxo de
consciência (monólogo interior), reflete, também, uma preocupação com a escritura do texto literário.

Observe o trecho em questão e aponte os elementos que comprovam tal preocupação.


09. (FATEC) O senão do livro

COMEÇO a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica, vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direta e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem...
Este trecho revela o estilo de:

a) MANUEL ANTONIO DE ALMEIDA, ao usar uma linguagem apelativa, direcionada à reflexão
crítica da obra romântica.

b) GRACILIANO RAMOS, ao revelar a quebra da ordem cronológica da narrativa de suas obras,
como reflexo coerente da instabilidade psicológica e espacial de suas personagens.

c) MACHADO DE ASSIS, ao questionar o leitor quanto à linha lógica e impositiva do tempo velho da
obra literária e, ao mesmo tempo, conscientizá-lo de um novo modo de ler.

d) LIMA BARRETO, ao retratar o estilo incoerente de suas personagens em seus atos de loucura.

e) CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, ao especular o tempo e a qualidade de vida do homem
(leitor) em interação com o tempo da narrativa.



                       Resolução:

Questão 01

a) função referencial                                b) função poética
c) funções referencial e metalingüística  d) função fática
e) função conativa                                    f) função emotiva
g) função metalingüística


Questão 02

 Função emotiva

Questão 03

a) função referencial
b) função referencial
c) funções referencial e metalingüística
d) função poética
e) função fática


Questão 04

 Funções poética e metalingüística.

Questão 05

 Código, emissor e mensagem.

Questão 07

 Função emotiva - predominância de 1ª pessoa.

Questão 08

 Nesse fragmento de Clarice Lispector, além da preocupação introspectiva em fisgar elementos interiores, profundos, beirando uma revelação epifânica transcendental, há também a preocupação constante com a própria escritura do texto literário, usando-se a função metalingüística.
A discussão ou abordagem da tessitura narrativa aparece em passagens como: "As palavras são sons transfundidos de sombras que se entrecruzam desiguais, estalactites, renda, música transfigurada de órgão. Mal ouso clamar palavras a essa rede vibrante e rica (...)", "Sei que estou adiando a história e que brinco de bola sem bola. O fato é um ato? Juro que este livro é feito sem palavras (...)" e "Eu não sou um intelectual, escrevo com o corpo. E o que escrevo é uma névoa úmida".


Questão 09

 C

terça-feira, abril 17, 2012


 EXERCÍCIOS de FIXAÇÃO - FIGURAS DE LINGUAGEM



 Leia os versos abaixo e responda:

1 – Vontade de beijar os olhos de minha pátria

De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos”.

2 – “Pátria, eu semente que nasci do vento

Eu que não vou e não venho, eu que permaneço”.

1) A partir dos exemplos 1 e 2, indique as respectivas figuras de linguagem:

a) prosopopéia – aliteração.

b) metáfora – gradação.

c) hipérbole – antítese.

d) aliteração – personificação.

e) metonímia – assíndeto.

2)  Assinalar a alternativa correta, correspondente às figuras de linguagem, presentes nos fragmentos a seguir:

I. “Não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste.”

II. “A moral legisla para o homem; o direito, para o cidadão.”

III. “A maioria concordava nos pontos essenciais; nos pormenores porém, discordavam.”

IV. “Isaac a vinte passos, divisando a vulto de um, pára, ergue a mão em viseira, firma os olhos.”

a) anacoluto, hipérbato, hipálage, pleonasmo

b) hipérbato, zeugma, silepse, assíndeto

c) anáfora, polissíndeto, elipse, hipérbato

d) pleonasmo, anacoluto, catacrese, eufemismo

e) hipálage, silepse, polissíndeto, zeugma

3)  Assinalar a alternativa que contém as figuras de linguagem correspondentes aos períodos a seguir:

I. “Está provado, quem espera nunca alcança”.

II. “Onde queres o lobo sou o irmão”.

III. Ele foi discriminado por sofrer de uma doença contagiosa muito falada atualmente.

IV. Ela quase morreu de tanto estudar para o vestibular.

a) ironia – antítese – eufemismo – hipérbole

b) eufemismo – ironia – hipérbole – antítese

c) antítese – hipérbole – ironia – eufemismo

d) hipérbole – eufemismo – antítese – ironia

e) ironia – hipérbole – eufemismo – antítese

PUC – Leia o poema abaixo e responda:

Ardor em firme coração nascido;

Pranto por belos olhos derramado;

Incêndio em mares de águas disfarçado;

Rio de neve em fogo convertido:

Tu, que em um peito abrasas escondido;

Tu, que em um rosto corres desatado;

Quando fogo, em cristais aprisionado;

Quando cristal em chamas derretido.

Se és fogo como passas bradamente,

Se és neve, como queimas com porfia?

Mas ai, que andou Amor em ti prudente!

Pois para temperar a tirania,

Como quis que aqui fosse a neve ardente,

Permitiu parecesse a chama fria.

4) No verso “Permitiu parecesse a chama fria.”, encontramos algumas figuras de linguagem. Uma delas é

a) o eufemismo.

b) o anacoluto.

c) o pleonasmo.

d) a elipse.

e) a anáfora.

5) Identifique as figuras de linguagem empregadas nas seguintes frases:

a) Esses livros, eu já os comprei.

b) O cheiro doce e verde do capim traziam recordações da fazenda.

c) O vento varreu o vale.

d) Ouviu-se um estalo seco.

e) Ela chorou um choro de alegria.

6) Identifique as figuras de linguagem que ocorrem nas frases a seguir:

a) “O mito é o nada que é tudo…”

b) Fitei-a longamente, fixando meu olhar na menina dos olhos dela.

c) O povo estourava de rir.

7) Identifique as figuras de linguagem marcando:

(1) Metáfora

(2) Metonímia

(3) Catacrese

(4) Comparação

(5) Prosopopéia

a) (   ) Gosto de ouvir Titãs.

b) (   ) A doçura do teu olhar é minha vida.

c) (   ) O rio engasgou num barraco.

d) (    ) Usarei no tempero um dente de alho.

e) (    ) Você é venenosa como uma cobra.

ITA – Leia o trecho abaixo e responda:

É terminantemente proibido animais circulando nas áreas comuns a todos, principalmente para fazerem suas necessidades fisiológicas no jardim do condomínio, onde pode por em risco a saúde das crianças que alí brincam descalças.

(Extraído de um RELATÓRIO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS da administração de um prédio.)

8) Assinale a opção que apresenta as figuras de linguagem presentes no texto:

a) Pleonasmo e eufemismo.

b) Metonímia e eufemismo.

c) Pleonasmo e polissíndeto.

d) Pleonasmo e metonímia.

e) Eufemismo e polissíndeto.

PUC – Leia o trecho abaixo e responda:

MAR PORTUGUÊS (Fernando Pessoa)

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o céu.

9) No 1° verso do poema, há a interpelação direta a um ser inanimado a quem são atribuídos traços humanos. Assinale a alternativa que designe adequadamente as figuras de linguagem que expressam esses conceitos.

a) Metáfora e prosopopéia.

b) Metonímia e apóstrofe.

c) Apóstrofe e prosopopeia.

d) Redundância e metáfora.

e) Redundância e prosopopéia.

Considere os seguintes trechos de “A Hora da Estrela”:

Embora a moça anônima da história seja tão antiga que podia ser uma figura bíblica. Ela era subterrânea e nunca tinha tido floração. Minto: ela era capim.

Se a moça soubesse que minha alegria também vem de minha mais profunda tristeza e que a tristeza era uma alegria falhada. Sim, ela era alegrezinha dentro de sua neurose. Neurose de guerra.

10) Neles predominam, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem:

a) inversão e hipérbole.

b) pleonasmo e oxímoro.

c) metáfora e antítese.

d) metonímia e metáfora.

e) eufemismo e antítese.

PUC - Quanto ao sentido figurado no texto, considere as três figuras abaixo relacionadas, cada uma identificada por uma de suas características mais genéricas:

I- eufemismo: suavização de uma palavra ou expressão;

II- metonímia: a parte pelo todo;

III- personificação: atribuição de vida, ação, movimento e voz a coisas inanimadas.

A seguir, observe os exemplos e os relacione com as figuras de linguagem:

( ) “A bossa nova ficou mais triste.”

( ) “Baden Powell deixou o mundo em saudade.”

( ) “Powell tinha a arte na ponta dos dedos.”

11) A seqüência correta é:

a) III, I, II.

b) II, III, I.

c) III, II, I.

d) II, I, III.

e) I, III, II.

ITA – Leia o poema abaixo de Cecília Meireles:

Canção

Pus o meu sonho num navio

e o navio em cima do mar;

- depois, abri o mar com as mãos

para o meu sonho naufragar

Minhas mãos ainda estão molhadas

do azul das ondas entreabertas

e a cor que escorre dos meus dedos

colore as areias desertas.

O vento vem vindo de longe,

a noite se curva de frio;

debaixo da água vai morrendo

meu sonho, dentro de um navio…

Chorarei quanto for preciso,

para fazer com que o mar cresça,

e o meu navio chegue ao fundo

e o meu sonho desapareça.

Depois, tudo estará perfeito;

praia lisa, águas ordenadas,

meus olhos secos como pedras

e as minhas duas mãos quebradas

Neste poema, há algumas figuras de linguagem. Abaixo, você tem, de um lado, os versos e, do outro, o nome de uma dessas figuras. Observe:

I. “Minhas mãos ainda estão molhadas / do azul das ondas entreabertas” ……………….. sinestesia

II. “e a cor que escorre dos meus dedos” …..metonímia

III. “o vento vem vindo de longe” …. aliteração

IV. “a noite se curva de frio” ………… personificação

V. “e o meu navio chegue ao fundo / e o meu sonho desapareça” …….. polissíndeto

12) Considerando-se a relação verso/figura de linguagem, pode-se afirmar que

a) apenas I, II e III estão corretas.

b) apenas I, III e IV estão corretas.

c) apenas II está incorreta.

d) apenas I, IV e V estão corretas.

e) todas estão corretas.

ENEM – 2004

13) Nesta tirinha, a personagem faz referência a uma das mais conhecidas figuras de linguagem para

a) condenar a prática de exercícios físicos.

b) valorizar aspectos da vida moderna.

c) desestimular o uso das bicicletas.

d) caracterizar o diálogo entre gerações.

e) criticar a falta de perspectiva do pai.

FGV 2007 – Leia o fragmento abaixo e responda:

Pastora de nuvens, fui posta a serviço por uma campina tão desamparada que não principia nem também termina, e onde nunca é noite e nunca madrugada.

(Pastores da terra, vós tendes sossego, que olhais para o sol e encontrais direção. Sabeis quando é tarde, sabeis quando é cedo. Eu, não.)

Esse trecho faz parte de um poema de Cecília Meireles, intitulado “Destino”, uma espécie de profissão de fé da autora.

14) Considerando-se as figuras de linguagem utilizadas no texto, pode-se dizer que

a) as duas estrofes são uma metáfora de um pleno sentimento de paz.

b) o texto revela a antítese entre dois universos de atuação, com diferentes implicações.

c) há, nos versos, comparação entre atividades agrícolas e outras, voltadas à pecuária.

d) o verso “Sabeis quando é tarde, sabeis quando é cedo.” contém uma hipérbole.

e) as estrofes apresentam, em sentido figurado, a defesa da preservação das ocupações voltadas ao campo.

PUC 2007 – Leia o fragmento abaixo de Iracema e responda:

Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado (…) Cedendo à meiga pressão, a virgem reclinou-se ao peito do guerreiro, e ficou ali trêmula e palpitante como a tímida perdiz (…) A fronte reclinara, e a flor do sorriso expandia-se como o nenúfar ao beijo do sol (…). Em torno carpe a natureza o dia que expira. Soluça a onda trépida e lacrimosa; geme a brisa na folhagem; o mesmo silêncio anela de opresso. (…) A tarde é a tristeza do sol. Os dias de Iracema vão ser longas tardes sem manhã, até que venha para ela a grande noite.

15) Os fragmentos anteriores constroem-se estilisticamente com figuras de linguagem, caracterizadoras do estilo poético de Alencar. Apresentam eles, dominantemente, as seguintes figuras:

a) comparações e antíteses.

b) antíteses e inversões.

c) pleonasmos e hipérboles.

d) metonímias e prosopopéias.

e) comparações e metáforas.

PUC 2007 – A propósito da passagem:

“Tanto que, na sua bebedeira auricular só conseguem entender as frases repetitivas da música pop. E, se esta nossa ‘civilização’ não arrebentar, acabamos um dia perdendo a fala – para que falar? Para que pensar? – ficaremos apenas no batuque: ‘Tan! tan!tan! tan! tan!’”

16) Nesse fragmento, Mario Quintana faz uso de figuras de linguagem. Indique duas.

a) __________________________________

                                               GABARITO

1- A   /   2 -B  /   3- A   / 4-D   /   5 - A- pleonasmo -B- sinestesia - C- prosopopeia - D - sinestesia /
6- A - paradoxo/ antítese - B- catacrese - C- hipérbole / 7- A -2 - B-1 - C-5 - D-3 - E -4 /
8- A /   9- C    /   10- C   / 11- A    / 12- E   /  13-  E   /  14- B   /  15- E  / 16 - metáfora e sinestesia

segunda-feira, abril 09, 2012

O Verso e seus recursos musicais

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

                                (In: Vera Aguiar, 2002)

1- Quantas estrofes tem esse poema?
2- Cada estrofe apresenta um grupo de versos, ou seja, de linha poéticas. Quantos versos há em cada estrofe?
3- Ao ler o poema, você provalvelmente fez um apausa no final de cada linha ouverso. Essa pausa se acentua pela semelhança sonora que há entre finais de versos, como ver e doer e sente e descontente. Encontre outros pares de psalavras.

De acordo com o número de versos que apresentam, as estrofes recebem as seguintes denominações:
 
* Dístico - 2 versos                     * Quintilha - 5 versos             * Oitava-  8 versos
* Terceto - 3 versos                    * Sexteto - 6 versos                * Décima - 10 versos
* Quarteto - 4 versos                  * Septilha - 7 versos

Métrica

É a medida dos versos, é o número de sílabas poéticas. A divisão em sílabas poéticas se baseia na forma como a poesia é falada ou declamada e, por isso, nem semrpe ela coincide com a divisão em sílabas gramaticais. Quando contamos o número de sílabas poéticas de um verso, fazemos a sua ESCANSÃO.


DIVISÃO SILÁBICA GRAMATICAL

É / so / li/ tá / rio / an / dar / por / en / tre / a / gen / te

1    2    3    4    5      6      7      8       9      10  11  12     13


DIVISÃO SILÁBICA POÉTICA

É / so / li / tá / rio an / dar / por / en / tre a / gen / te
1    2     3   4       5         6       7      8      9        10

De acordo com o número de sílabas poéticas que apresentam, os versos recebem as seguintes denominações:


* Monossílabo - 1 sílaba
* Dissílabo - 2 sílabas
* Redondilha menor - 5 sílabas
* Redondilha maior - 7 sílabas
* Décassílabo - 10 sílabas
* Alexandrino - 12 sílabas

Agora faça a escansão dos dois íltimos versos do poema acima.

Rima

A rima é um recurso musical baseado na semelhança sonora das palavras no final dos versos 9rima externa) e, às vezes, no interior dos versos (rima interna). Veja:

Amor é fogo que arde sem se ver;  AÉ ferida que dói e não se sente;      BÉ um contentamento descontente;  B É dor que desatina sem doer;         A


Note que o primeiro verso rimou com o quarto e o segundo com o terceiro, quando isso acontece, as rimas são INTERPOLADAS. Quando o esquema é:

ABAB - rimas alternadas ou cruzadas
AABB - rimas emparelhadas
Os versos que não apresentam rimas entre si são chamados de VERSOS BRANCOS.

Agora volte ao poema e faça o esquema de rimas da segunda, terceira e quarta estrofes.

terça-feira, abril 03, 2012

Sobre a Vírgula,

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber
.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.COLOQUE UMA VÍRGULA NA SEGUINTE FRASE:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...